
Entrego meu corpo.
Não como a performer radical Orlan e suas muitas plásticas, mas ao meu modo. Entrego humildemente meu corpo ao mundo, virtualmente.
Um corpo que não é propriamente matéria física. Num tempo em que a presença efetiva dos corpos não é mais necessariamente importante. A minha mão é utensílio descartável. O corpo é obsoleto, ultrapassado. Será que não seria mais útil termos uma máquina fotográfica dentro de nossa mão biônica ? Sterlac está anos luz nessa minha discussão tão embrionária.

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