... Esse é o meu último pedido,...,doutor, me responda: "Será que eu saio dessa?". Ficarei feliz se o senhor não me der aquela resposta boba, mas se assentar ao lado da minha cama e me disser: "Você está com medo de morrer. Eu também tenho medo de morrer...". Então conversaremos sobre o medo que mora em nós dois que vamos morrer...
Tuesday, June 27, 2006
Doutor, será que saio dessa?
RUBEM ALVES
Doutor, será que saio dessa?
Wednesday, May 24, 2006
rizoma
"... faça rizoma e não raiz, nunca plante! Não semeie, pique! Não seja uno nem multiplo, seja multiplicidades! Faça a linha e nunca o ponto! A velocidade transforma o ponto em linha ! Seja rápido, mesmo parado! Linha de chance, jogo de cintura, linha de fuga. Nunca suscite um general em você! Nunca idéias justas, justo uma idéia (Godard). Tenha idéias curtas. Faça mapas, nunca fotos nem desenhos. Seja a Pantera cor de rosa e que vossos amores sejam como a vespa e a orquídea, o gato e o babuino. ..." Gilles Deleuze
Thursday, May 18, 2006
Sunday, April 23, 2006
o que eu penso ?
Eu acharia desinteressante se eu lhe contasse justamente o que penso. Acho muito mais interessante quando acredito que lhe contei o que pensar ou como pensar e você nem pensa nisso. Ou as vezes você até pensa, mas acaba achando que eu não pretendia dizer o que penso assim, dessa maneira.
Esse texto não é minha criação. Mas se tornou meu assim que o li. Essas palavras que não pensei mas poderia ter pensado fazem parte de mim. Hoje eu penso assim, mas não pense que meu pensamento se resuma dessa maneira.
Desculpem-me por não ser criativo a ponto de falar meus proprios pensamentos. Pensar o novo é bastante relativo. Mas não pense num relativismo ingênuo. Pense que todo sistema permace no tempo e espaço porque se adaptou da melhor forma ao ambiente em que se encontra. ah?
Se um pensar perdura por tempos é porque muita gente pensa como o outro ou copia o pensamento do outro. Um pensar é repetido por gerações. A nossa educação é basicamente discursiva. Um pensar que se transmite de pai para o filho, mestre para discipulo, professor e aluno, xamã e indio, etc. Não é comum pensarmos como pensam nossos pais, ou até andar, sentar, comer, correr como eles?
fonte do texto acima
Esse texto não é minha criação. Mas se tornou meu assim que o li. Essas palavras que não pensei mas poderia ter pensado fazem parte de mim. Hoje eu penso assim, mas não pense que meu pensamento se resuma dessa maneira.
Desculpem-me por não ser criativo a ponto de falar meus proprios pensamentos. Pensar o novo é bastante relativo. Mas não pense num relativismo ingênuo. Pense que todo sistema permace no tempo e espaço porque se adaptou da melhor forma ao ambiente em que se encontra. ah?
Se um pensar perdura por tempos é porque muita gente pensa como o outro ou copia o pensamento do outro. Um pensar é repetido por gerações. A nossa educação é basicamente discursiva. Um pensar que se transmite de pai para o filho, mestre para discipulo, professor e aluno, xamã e indio, etc. Não é comum pensarmos como pensam nossos pais, ou até andar, sentar, comer, correr como eles?
fonte do texto acima
Saturday, April 22, 2006
arte potencial
MTAA’s Simple Net Art Diagram is a witty illustration of exactly “where” internet art takes place. Originally an animated GIF, the piece has inspired a host of online remixes including Abe Linkoln’s notable Complex Net Art Diagram.Rhizome.org
I do copy, You copy, We copy.

The whole reason for this rant is that I wanted to post a note about copyright. No, not about copyright, but about copying. You see, the more I go about my life and the more theory I read, the more both experiences have pointed me to the conclusion that copying is a deep, fundamental part of who we are. As much as I try to stay clear of 'species' discourses, our compulsion to mimic (though not unique to our species) really does mark our species. I mean, before we were a chirographic (writing) culture, as Walter Ong said, we were an oral culture that survived via the repetition of stories. To further entrench bad biological metaphors, copying is part of our evolution! Blah blah blah...... all of this is to set up a bit from Aristotle's Poetics that I just re-read and found poignant. Surely it's been paraded around before and I've dilluted its solitary impact, but here it is anyway:
[T]he instinct of imitation is implanted in man from childhood, one difference between him and other animals being that he is the most imitative of living creatures, and through imitation learns his earliest lessons; and no less universal is the pleasure felt in things imitated. [....] Thus the reason why men enjoy seeing a likeness is that in contemplating it they find themselves learning or inferring, and saying perhaps, "Ah, that is he." [....] Imitation, then, is one instinct of our nature.
Actually, Poetics is full of commentary on imitation, mimesis, re-presentation, and parody. The latter, in particular, is the reason I keep re-reading it. I find that it has a lot to say not only about the rhetoric of representation, but it also offers substantial fodder for those interested in the politics of parody. Maybe I'm just projecting here, but I read Poetics as incredibly political. Tactical media peeps take note!
A minha última melhor descoberta.
Marisa Olson. Tudo que eu preciso para fundamentar meu próximo trabalho está resumido aqui. Quem encontrar mais fontes sobre:
Ready-made. Pop art. Copyrights. arte em Xerox. Memética. Mimesis; Mande para mim.
Thursday, February 09, 2006
carta
Quero dizer a que vim.
Frito. Fudido. Acabado. Destruído. Nada mais me resta. Não posso tomar nenhuma atitude. Estou morto. Enterrado agora. Para quem a campa foi outro berço. Entrego-me a única coisa que resta, um pequeno feixe de luz, aquilo que posso me apegar de verdade, a mim mesmo. Como a morte é fria. Nunca imaginei. Alias nunca tive idéia de como a morte seria, muito menos a minha. Como não pensei nisso antes? Como nunca pensei sobre a minha própria finitude? Um dia tudo acaba. Minha hora chegou. Estou aqui entregue as traças. Os vermes comendo meu corpo. Triturando célula por célula. Destruindo cada particula. Fico olhando minha carne em decomposição. Meu músculo do quadricepes está pela metade. Alguns poucos tendões que restam se movem involuntariamente. Já vejo nitidamente alguns ossos dos dedos, das mãos, dos pés. Um cheiro fétido de enxofre toma conta desse buraco negro. Desculpem-me aqueles que acreditavam que alguma luz surgiria do céu chamando por nós. A única coisa que vejo é a luz que penetra pela rachadura de meu caixão. As vozes nunca vieram. Lamentos, choros não escutei nada. A não ser os meus. Deixei poucos, mas bons amigos, um ou dois. Não larguei minha família sem esperanças. A vida era tão mais alegre. Como eu queria estar vivo de novo. Como eu queria olhar para as pessoas. Cheias de vida, cheias de si. Pessoas que cuidam e pensam uns nos outros. Pessoas honestas, livres que respeitam tudo e a todos. Vivi num mundo único. Onde as pessoas eram sinceras. Encarava a todos com olhar humilde, sem criticas. Nunca fui roubado, furtado, xingado, traído, cuspido, largado, chifrado, corneado, pisoteado, empurrado muito menos passado para trás. Não tive muitos motivos para chorar. Tive uma infância normal. Felizmente a morte nunca foi presente na minha vida. Nunca pensei muito sobre isso. Quisera eu ter refletido melhor sobre isso em vida. Pensado mais sobre a morte. Talvez agora ela não parecesse tão gélida. Por que eu? Por que comigo? Deixei tantas coisas incompletas. Queria ter viajado mais, conhecido outros povos. Alguém me escuta? Se alguém estiver me ouvindo. Vou fazer uma promessa. Prometo melhorar tudo aquilo que eu fazia de errado. Sei que errei, porque todo mundo erra. Mas vou parar de errar. Eu juro. Por favor alguém me arranca daqui. Eu estou prometendo lealdade ao acerto. Abaixo ao erro. Sim ao acerto. A partir de hoje eu só acerto. Será que ninguém escuta? (silêncio longo) Quando estava vivo afirmações como essas costumavam surtir efeito. Agora ninguém move uma palha em meu beneficio. Vivos. Não confie em nada vivo. Como é triste. Queria acreditar que todas as pessoas ainda são felizes como antes. Sinto saudades dos tempos alegres, onde simplesmente confiava na raça dos homens. Quando toda aquela vida urbana nos diferenciava dos animais. Eramos seres superiores. Nunca matavamos. Nunca brigavamos por territorio. Eramos cidadãos. Nada animais. Hoje apodreço como qualquer coisa viva. Como um cachorro qualquer. Queria apodrecer com dignidade. Será que não tenho o direito? Não passo de matéria podre. Declaro aqui a minha morte. Da minha juventude. Queria voltar a acreditar no amor. Tudo era tão mais simples. Ver a morte de frente, no próprio corpo, tem dessas coisas. A gente sente na pele. Enxergamos escuro mesmo. A única luz que existe é minha. A partir de hoje, no dia de minha morte, não acredito em mais nada oito ou oitenta. Não posso confiar em nenhuma pessoa viva. Muito menos em alguém já morto. Não posso acreditar nem mesmo naquele em que um dia disse ser meu irmão. Um dia retalharei todos esses meus sentimentos corrosivos. Mas hoje, preciso ser honesto, sinto certa repulsa, afinal sou obrigado a ficar aqui nesse caixão, imóvel. A respiração é difícil. Meus dedos estão tensos. Minhas pernas se batem o tempo todo. A morte não é mais iminente. A morte é presente. A morte já aconteceu, e suas conseqüências são reais e físicas. Se alguém me tirar daqui muita verdade será desvendada, por enquanto me calo sozinho. A solidão é o que me resta. Espero até que alguma alma boa venha me ajudar. Aguardo o dia em que o responsável pela minha morte se torne tão maduro quanto dizia. Eu acreditei nesse mundo repleto de cores alegres. Eu quis realmente acreditar. Me enganava, pois nunca pensei que tudo aquilo acabaria e finalmente morreria. Tudo tem fim. E as verdades insólitas acabam mais rápido que mentiras. Essa é minha única certeza. O pouco que vivi, provou isso.
A minha vida teria mudado o mundo. Comecei de fora para dentro e errei. Agora preciso viver de novo. Alguém me tire desse caixão e revele-me um novo lugar, mais real.
Saturday, January 14, 2006
bruno_ 4.48 psicose _2005
Monday, January 09, 2006
bruno_ quase de verdade_2006
bruno_ programador visual
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