Existe um brado engasgado em meu baço que num rompante seria capaz de destituir o exército americano.
Meu desejo, intuito, vontade mesmo, seria de matá-la num grito.
Repito aqueles versos nobres de Tom Zé, "pegue junte tudo, passe vaselina, enfie soque e meta..."
Dificil aturar tanta coisa calado.
Socaram e meteram em meu tanque tudo que podiam, mas agora tá voltando.
A minha e a sua imatura verde idade irrita nervos serenos de Buda.
Falta-lhe compreenssão do que é liberdade.
Liberdade e paz, esse lema contemporâneo e medieval, não passa de dizeres fétidos e pestilentos.
Criticas o ocidentalismo, suas superficialidades, mas no fundo, sua alma está tão colada nisso que não conseguirá se desvinciliar. Não negue seu passado, seu berço foi desenhado por essas mesmas mãos conservadoras. "Um galho de árvore não pode ser enxertado de um tronco velho sem pegar seu cheiro". Não sou virtuoso. Eu mesmo posso me acusar de tais coisas que seria melhor eu nem ter nascido. Mas agora, me esquece. Vá para um convento. E afirmo que não existirá mais casamentos. Nunca mais. Preciso viver sem pensar que essa possibilidade seja viável. O nosso ninho de amor está vazio. Frio. Gélido. Vê se me esquece. E não volta mais.
Vá para um puteiro. Vá, sua ...
Se me encontrar por aí estarei atirando tintas pelos outdoors de São Paulo.
Se me vir por aí estarei masturbando terços para o Papa.
Unam-se à mim, vamos montar um Igreja Evangélica com apoio e patrocinio da Lei Rouanet, Jesus no céu, dizimo na terra.
Fui até a esquina ver se você estava lá e só assim me encontrei.
Fui praquemepariu e chorei.
